A História da E.G.C.

A G.K.K. e a E.G.C.

Aleister crowley (1875 – 1947) juntou–se a O.T.O. de Reuss como um VII° em 1910 (naquele tempo, qualquer 33°do Rito Escocês da Maçonaria poderia se juntar a O.T.O. no VII° Grau.) Em primeiro de junho de 1912, Crowley recebeu de Reuss o IX° e seu apontamento como Grande Mestre Nacional para a Irlanda, Iona e toda Grã–Bretanha (a Seção Britânica da O.T.O. era chamada “Mysteria Mystica Maxima”, ou M∴M∴M∴), assumindo o nome “Baphomet” como seu título mágicko. No ano seguinte, ele publicou o Manifesto da M∴M∴M∴, que incluía a Igreja Gnóstica Católica na lista de organizações cuja “sabedoria e conhecimento” estavam concentrados na O.T.O.

Crowley também escreveu Liber XV: a Missa Gnóstica em 1912. Liber XV foi primeiro publicado em 1918 em The International, então de novo em 1919 em The Equinox, vol. III, No. 1 (o “Equinócio Azul”) e finalmente em 1929/30 no VI Apêndice de Magick na Teoria e Prática. O nome em latim Ecclesia Gnostica Catholica (E.G.C.) foi cunhado por Crowley em 1913 quando ele escreveu o Liber XV.

No capítulo 73 do Confissões de Aleister Crowley, ele atesta que escreveu a Missa Gnóstica como “Ritual da Igreja Gnóstica Católica”, que ele preparou para o “uso da O.T.O., a cerimônia central de suas celebrações públicas e privadas, análoga à Missa da Igreja Católica Romana”. É evidente que Crowley viu a Igreja Gnóstica Católica e a O.T.O. como inseparáveis, particularmente em relação ao IX° da O.T.O., no qual Crowley havia sido iniciado no ano antes de escrever a Missa Gnóstica e cujo nome é “Soberano Santuário da Gnose”.

Em 1918, Reuss traduziu a Missa Gnóstica de Crowley para o alemão, fazendo algumas modificações editoriais, e a publicou sob os auspícios da O.T.O. Em sua publicação da Missa Gnóstica, Reuss listou Bricaud como Soberano Patriarca da l’Église Gnostique Universelle, e ele mesmo tanto como Emissário Gnóstico para a Suíça, como Soberano Patriarca e Primaz Die Gnostische Katholische Kirche, um título que deve ter sido recebido na conferência de 1908 em Paris.

A Missa Gnóstica de Crowley, a parte suas várias semelhanças estruturais com a Missa da Igreja Católica Romana, é expressamente um ritual Thelêmico ao invés de um cristão. A tradução de Reuss preservou a essência do caráter Thelêmico/Gnóstico do ritual, embora indicasse que o entendimento de Reuss sobre Thelema divergia de algum modo do de Crowley. A publicação de Reuss da Missa Gnóstica foi significante por duas razões: isto representou a declaração de independência da Ecclesia Gnostica Catholica da Église Gnostique Universelle, e representou a aceitação formal pela igreja da Lei de Thelema em seu mais alto nível.